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Histórico

O Princípio

O Cortejo Afro surgiu da necessidade de reafirmação dos valores e aspectos da cultura negra na Bahia, respeitando a diversidade e incorporando novos elementos visando o crescimento das comunidades do século XXI.

A concepção artística do Cortejo Afro se apresenta através de releituras de sons e ritmos, resgatando as cores perdidas do carnaval baiano, reafirmando o seu conceito ético e estético.

Histórico

A Bahia é rica em tradições culturais e, principalmente, em manifestações populares que se espalham por todo o seu território. Já a sua capital tem uma forte influência da cultura negra, tendo sua exposição máxima durante os festejos do Carnaval.

Entre vários grupos afros que participam desta festa, destaca-se o Cortejo Afro, criado em 2 de julho de 1998, data da Independência da Bahia, pela comunidade de Pirajá. Tendo nascido dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oyá, atesta toda a sua autenticidade e força da cultura negra sob a inspiração e orientação espiritual da sacerdotisa Mãe Santinha, uma das mais respeitadas Mães de Santo da Bahia.

O Cortejo Afro tem um alto astral, com roupas exuberantes e uma coreografia rica em movimentos ligados à cultura afro, idealizado por seu fundador o artista plástico e designer Alberto Pitta, que vem se destacando como um dos mais criativos a Bahia. Há mais de 30 anos que ele trabalha com roupas com influência afro, criando modelos para os afoxés e blocos de Salvador, inclusive fez as fantasias do Olodum durante 15 anos.

A intenção de Pitta é resgatar as cores, sons e ritmos do carnaval, que em sua opinião “o tempo se encarregou de apagar, tornando a maior festa popular do mundo, numa pasta só”. Daí a introdução predominantemente do branco sobre branco, o azul e prata que são cores de Oxalá. Já os grandes sombreiros, segundo Pitta, “visam passar o visual dos reinados das tribos africanas, especialmente de Benin, Costa do Marfim, dentre outros países africanos”.

Arto Lindsay, Davi Moraes, Caetano Veloso, Gerônimo, a cantora islandesa Björk e Dog Murras, além de participar dos tradicionais Ensaios do Cortejo Afro, no Centro Histórico de Salvador, também fizeram participações nos Carnavais, junto com o Cortejo Afro em cima do trio elétrico.